Templar’s Creed, ou quase isso…

Esse texto foi originalmente publicado em 2017 no Medium.

Assassin’s Creed Rogue — O Assassin’s Creed do outro lado!

Assassin’s Creed Rogue foi meio que um “desculpa pelo vacilo” por terem lançado o Unity direto para os consoles da nova geração e talvez por isso ele tenha sido deixado de lado pela maioria dos jogadores, mas a verdade é que apesar do game ser quase um “DLC” de tão curtinha que é a história ele faz um excelente trabalho ligando a história de AC III, ACIV e AC Unity para aqueles que não entenderam muito a ligação dos jogos anteriores e para já deixar claro onde o Unity entra na timeline geral e eu devo confessar que apesar de curto, eu curti mais jogar o Rogue do que o IV… (Polêmica Mode: ON)

Em Rogue você joga com Shay Cormac, um dos membros da irmandade liderada por Achilles Davenport, que futuramente será o mentor de Conor em ACIII. Shay é praticamente o caçula da turma, já que todo mundo tem algo pra ensinar para ele, ele ainda não está tão afinado com as intenções dos assassinos e após uma missão onde tudo da MUITO errado (com bastante ênfase no MUITO) ele decide que é hora de parar com essa vida e por percalços do destino acaba encontrando um abrigo na Ordem dos Templários, o que dá para o jogador essa visão do “outro lado” que é complementada de forma brilhante com as partes fora da Animus onde os arquivos encontrados mostram algumas personalidades dos outros jogos do ponto de vista Templário e isso é sensacional.

Shay e seu Morrigan, um návio massa, mas que não tem tanta personalidade quanto o nome promete…rs

A história é excelente, mas meio que desde o inicio deixa claro quais serão seus principais alvos no jogo, e quando você mata esse povo tu meio que fica sem saber como tudo vai continuar, o porém é que logo no inicio do jogo você tem um BUG no Animus que te joga em um ponto bem lá pra frente na vida de Shay e você fica realmente empolgado pra ver o que mais da história dele vai ser mostrada, o problema é que quando você acha que a parada vai engrenar, puff… o jogo termina…rs Eu não sei se eu perdi algo no meio do caminho, mas tipo, eu fui pra missão achando que era só mais uma e não, era a última do jogo… Confesso que eu fiquei bem feliz quando vi que o Arno (de Assassin’s Creed Unity) aparecer no game, mas a felicidade durou pouco pois logo depois os créditos começaram a subir… O bom é que o final te da uma ideia bem clara de como a Ordem dos Templários funciona e isso é a parte que tu fica mais 😮 do jogo…rs
Quanto a jogabilidade, bom, é como se pegassem o Black Flag e colocassem um nova roupagem, o game até tem umas mecânicas diferentes, como a água congelada e os Icebergs que mudam bastante as batalhas navais, mas em linhas gerais ele segue a premissa que deu certo no IV, inclusive os bugs são os mesmos…rs Uma das coisas que eu mais gostei nesse game foram as missões que tinha navios flamejantes, essas realmente deixavam você bem tenso, mas no geral, depois que você descobre o truque elas passam a ser tranquilas. Eu sinceramente não senti uma dificuldade muito grande em nenhuma missão, o que talvez tenha me feito aproveitar melhor a história em si, acho que não tenho grandes reclamações sobre a jogabilidade desse game, pelo menos nenhuma que eu não tenha dito no review do Black Flag…rs

Outra novidade do game é que agora os navios inimigos podem tentar abordar o seu no meio da luta…

O gráfico está lindo, tipo LINDO, em algumas partes eu e a Liih ficamos putos por não ter um modo fotográfico nesse game, por que ó, vou te falar uma coisa, ele ta lindo…rs As partes geladas são sensacionais e as vezes navegando pelos rios e canais você se depara com ilhas nas quais queria poder morar…rs Ouvi dizer que esse game está cotado pra receber um remake em HD, espero sinceramente que role e que tenha o devido esmero nos gráficos e um modo fotográfico…rs

Imagine o tempo que a gente ia perder se tivesse um modo fotográfico, né?

Resumindo Rogue foi uma experiência muito bacana, apesar de curta, ter esse ponto de vista dos templários era algo que faltava na série, eu eu ficaria bem satisfeito em ver mais games com essa mesma linha, nos anos em que não temos jogos da série principal. Jogar com Shay em lugares antes não explorados e ver como um assassino pode sim discordar do modo de ver do Credo me fez acreditar mais na série. Assassin’s Creed Rogue vai levar expressivos 4 de 5 Corações Pixelados e já me deixa empolgado pelo que a nova geração vai trazer para essa série, já estou querendo jogar o Unity para ver como a história de Arno continua, por que como ela começa a gente já sabe…rs

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