Assassin’s Bug: (not so) Unity
Esse texto foi originalmente publicado em 2018 no Medium.
Pois é, esse ano começamos bem e logo na segunda semana já tivemos o game 1 de 2018, terminei (junto com a Liih) Assassin’s Creed: Unity e… Bom… Éééé… Então… O game se passa em plena revolução Francesa, nele você joga com Arno Dorian, um filho de assassino que, quando tinha apenas 5 anos, vê seu pai ser morto por um templário (Shay… saudades…rs) e ainda sem entender muito ou nada sobre as ordens acaba sendo adotado por outro templário Senhor De La Serre. Arno cresce então como um ”ajudante” de De La Serre e acaba nutrindo um certo amor por Élise, filha do Senhor De La Serre. Um belo dia, após muito tempo sem ver a moça, Arno descobre que ela está na cidade e quer muito vê-la, porém, também é incumbido de levar uma mensagem que acaba de chegar e é urgente para o Senhor De La Serre, por reviravoltas do destino ele não entrega a mensagem e com isso o homem morre e Élise culpa Arno por isso, o que faz com que ele seja preso e enfim conheça Bellec, um mestre assassino que coloca Arno nos trilhos da irmandade em meio as revoltas de Paris. A história começa muito bem mas… Bom, o problema é quando Élise é reintroduzida na história mais pra frente e se mostra um personagem chatíssimo, estragando certas sequencia e nos levando a missões péssimas…
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| Assassin’s Creed Unity: The Boys are back in town! |
A jogabilidade, pra variar, sofreu algumas alterações, a apesar das animações estarem mais fluidas, o free running piorou muito, as vezes o simples ato de você apertar o botão pra correr faz com que Arno se pendure na parede mais próxima e isso muitas vezes irrita a ponto de você ter que dar um tempinho no game. O combate também está piorado, novamente as animações estão fluídas e bonitas (o que era de se esperar de um jogo dessa geração), mas novamente o custo disso é um combate travado em que na maioria dos casos faz com que você morra rapidamente. Limitar o uso da Visão de Águia também não foi uma escolha muito acertada na minha opinião, o recurso é bacana e como o jogo te obriga a usá-lo por diversas vezes em certas missões, as vezes você se via esperando ele recarregar para dar os próximos passos. A variedade de missões e colecionáveis está bem bacana no game e te faz querer explorar Paris de uma ponta a outra, tenho que dar destaque aqui para os “Eventos de Multidão”, pequenos crimes ou chances de proteger inocentes que aparecem enquanto você caminha e te dão bônus bacanas ao completar um certo numero. Os Enigmas de Nostradamus são outro bônus bem legal, você precisa encontrar símbolos escondidos com sua Visão de Águia, tendo como base apenas um enigma e essa investigação é bem divertida, porém, um pouco frustrante. Algo que não é nada frustrante são as investigações de crimes que estão disponíveis, você coleta pistas, interroga suspeitos e prende aquele que achar que é o culpado, essas missões foram minhas favoritas.
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| Você realmente imaginou que não teria guilhotina? |
Quanto a história, bom, não posso dizer que não gostei dela, na verdade eu gostei bastante, o período em que ele se passa é bem interessante, explorar Paris é muito divertido e acompanhar as tramoias e estratégias que levaram aos desfechos da Revolução é muito bacana, e o melhor é que você faz tudo isso sem se sentir um plano de fundo como aconteceu com Connor em Assassin’s Creed III, aqui você sente que realmente está fazendo a diferença. A árvore de habilidades e os novos equipamentos são outro ponto bem interessante, com eles você consegue montar seu Arno de maneira a privilegiar seu estilo de jogo. O problema maior mesmo é que a história se torna um tanto quanto chata no momento em que Arno passa a simplesmente fazer tudo o que Élise lhe pede, o que realmente estraga o personagem, um mestre assassino, que começa sua história com uma pegada Ezio 2.0, do tipo “Eu faço o que quero, quando quero e vou dar um up nesse credo” e do nada passa a ser apenas um pau mandado, indo contra muito do que ele parecia ser no começo… Não sei, pode ser que seja só implicância minha com a personagem, mas realmente algumas das partes finais da história me incomodaram MUITO. Outra coisa que incomodou MUITO, e eu só não coloco esse muito maior ainda por que não dá…rs, foram Bugs e problemas nos controles, eles acontecem direto, a todo tempo e em certas partes prejudicam bastante, a gente sabe que vai encontrar eles, eles estão em todos os jogos da série e ouso dizer em todos jogos da Ubisoft, mas dessa vez, ah meus amigos, dessa vez foi meio que Over the Top, ouvi várias pessoas dizerem que desistiram desse game, e ó, vou te dizer que eu não tiro a razão deles não…
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| Paris queima, existem crimes por todos os lados, corpos jogados pelo chão… Mas Arno só quer saber de pegar Élise…rs |
Resumindo, Assassin’s Credd Unity é um jogo com um potencial enorme, que foi desperdiçado com um romance forçado, uma troca de jogabilidade desnecessária e Bugs… Vai levar 2 de 5 corações pixelados por que eu realmente gostei muito de “viver” a revolução francesa, pq se não fosse isso… Bom, bora pro Syndicate pq esse me disseram que é tipo O jogo da série!




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