Review: War of the Ring - O Destino da Terra Média está nas suas mãos... literalmente!

Esse texto foi originalmente publicado em 28/02/2014 no Leiteria.


 

Se você NÃO é fã do universo criado por J.R.R. Tolkien, eu recomendo que você nem continue lendo esse texto. Agora, se você é um grande fã desse universo, se sempre sonhou em viver a jornada Épica (sim, com letra maiúscula e tudo) da Sociedade do Anel ou ainda em tentar corrigir os “erros” cometidos por ela em sua busca por destruir o Um Anel, ou quem sabe se você já sonhou em ser “Sauron por um dia” e mandar em toda a Terra Média, seja bem vindo a War of the Ring, um boardgame que teve sua segunda edição (que corrige vários problemas que a edição antiga trazia) lançada em 2011 pela Ares Games.

Não irei tentar dar muitos detalhes das regras pois War of the Ring é um jogo pesado. Ele possui muitas regras e traz muitos personagens icônicos dos livros para a mesa, o que normalmente vem acompanhado de mais algumas regrinhas, mas também não vou deixar vocês na mão. War of the Ring é um wargame onde suas “decisões” são tomadas ao rolar de dados. Dois jogadores se enfrentam – um controlando o lado das Sombras e o outro os Povos Livres. Se você jogar pelo lado das Sombras, terá a tarefa de corromper o portador do Anel ou de conquistar 10 pontos em fortalezas inimigas. Agora, se você está jogando com os povos livres, sua tarefa é conquistar 4 pontos em fortalezas inimigas ou levar o portador do Anel até o seu destino e destruir o Um Anel.

No começo de cada turno ambos os jogadores rolam seus dados, e esses dados irão determinar a quantidade de ordens (e o tipo delas) que eles terão nesse turno. Essas ordens podem ser movimento, recrutamento, ataque ou evento (já explico elas), e cada lado possui um “extra” em seus dados: o Olho de Sauron pro lados das Sombras (que leva seu dado para uma áreas específica do tabuleiro e separa ele para ser usada nas roladas de corrupção) e os Desígnios do Oeste no caso dos Povos Livres, que serve como um coringa e pode ser usado para ativar certas habilidades únicas de certos cards.

Voltando às ordens, no caso de movimento você move suas tropas em determinadas combinações. No caso de ataque, você ataca um exército inimigo (Não me diga…). No caso de recrutamento, você pode convocar unidades comuns, líderes e personagens. E, no caso dos eventos, eles te permitem jogar cards de evento. As coisas são um pouco mais complicadinhas do que isso, mas vamos em frente…

 


 

Os cards são comprados todo começo de turno e trazem “eventos” dos filmes (e dos livros) e, claro, seus respectivos efeitos no jogo. Por exemplo, temos um evento que, caso Aragorn esteja em jogo e esteja em Gondor o jogador das Sombras pode recrutar uma quantidade X de unidades em Mordor. Afinal de contas, Sauron se preocuparia ao saber que o herdeiro de Isildur está por perto, certo? Esses cards possuem também efeitos em combate e normalmente demandando um certo “sacrifício” para isso. E já que falamos de combate, ah, o que dizer do combate! Em campo aberto ele é bem normal, naquele esquema de rolar dados, tirar tropas derrotadas, continuar ou não atacando… Mas quando o assunto são as fortalezas… Ah, amigo! É ai que o jogo brilha!

War of the Ring possui uma mecânica de cerco. Caso você ataque uma fortaleza, seu adversário pode se recolher para dentro dela e, com isso, começa o cerco. As chances de acerto são bem menores, e forçar um ataque causa o imediato sacrifício de uma unidade de Elite.

Bom, acho que deu pra ter uma ideia da complexidade do jogo né? Pois é, mas isso não atrapalha em nada a diversão, pois o jogo é tão bonito e tem uma temática tão cativante que cada turno é definitivamente MUITO emocionante. Ver o Frodo avançando passo a passo em sua jornada (o que envolve toda uma mecânica exclusiva e que usa os tais dados de corrupção citados acima), ver as forças de Sauron avançando sua campanha militar e tomando pontos estratégicos e para os mais Fãs, apenas ver o cuidado com o qual a Terra Média foi retratada e como os eventos dos livros afetam o jogo… enfim, cada componente foi pensado para deixar o fã MALUCO, com isso suas 3/4 horas de jogo passam como se fossem 15 minutos. E por falar em componentes, esses são um assunto a parte. Cada miniatura traz a Terra Média até você. O tamanho colossal do mapa e as nuances de cores nele fazem você realmente sentir que Mordor É a terra onde as Sombras se deitam. O jogo é, sim, muito lindo mas, como vocês puderam notar pelas regras, esse não é nem de longe o único ponto positivo do jogo. War of the Ring é um boardgame essencial para qualquer fã da Terra Média e diversão garantida pra suas tardes/noites de jogo. Ele me deixou tão impressionado que, caso a galera curta, eu sem duvidas volto para expor as regras tintim por tintim.

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