Precisamos conversar sobre Warhammer: Age of Sigmar...
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Esse texto foi originalmente publicado em 07/07/2015 no Meu Turno.
Age of Sigmar: Guerra e ouro... Muito Ouro!
Warhammer é um jogo complexo, seja por suas regras um tanto quanto pesadas para iniciantes, seja por seus fãs fervorosos ou talvez pelo principal motivo, a Games Workshop (empresa responsável pelo game), como vocês bem sabem uma das minhas primeiras ideias nessa tentativa de entrar no mundo dos Wargames foi o Warhammer 40k, mas o povo que fala tão bem do game fala tão mal da empresa que dá até medo. Juntando isso a quantidade de material e a falta de um norte para começar eu acabei fugindo desse mundo e agora surge Warhammer: Age of Sigmar e pela primeira vez eu volto a ver o jogo como uma possibilidade viável, o problema é que eu pareço ser um dos poucos a ver as coisas assim...
Sigmarites, os Space Marines medievais!
Que a Games Workshop (ou GW para os íntimos) parece seguir sua própria linha de pensamento, sem se importar muito com as reviravoltas do mercado ou até mesmo com o que os jogadores pensam a gente já está cansado de saber, eles realmente querem mais é vender muitas miniaturas e fazer a grana deles (o que não é algo estranho se pararmos para analisar que ela é uma empresa e portanto deveria visar lucro, certo?rs) e que ela anda mal das pernas, fechando os semestre cada vez pior também não é novidade pra ninguém, certo? Pois é, desde o lançamente do 7ª edição de Warhammer 40k os jogadores tem reclamado um pouco mais da empresa: que ela não inova, que está ficando para trás e tudo mais, eis que surge Age of Sigmar, jogando fora o Warhammer Fantasy Battles (lançado em 1983) e recomeçando, com regras mais simples (4 páginas e você está pronto para jogar) uma pegada visual se aproximando um pouco do 40k e um apelo enorme pra novos jogadores, porém, sem deixar os antigos de lado (todos as miniaturas antigas ganharam regras para AoS) e o que acontece? Mais um enxurrada de reclamações e juras de morte...
Mais Sigmarites, por que çaporras tão muito massa!
Foi nessa hora que eu desisti de entender os jogadores de Warhammer (até mesmo por que alguns deles começaram a jogar em 1983 e eu só fui nascer em 1989 ou seja, não tem como eu tentar entender o amor desse pessoal pelo jogo) e fui olhar as coisas pelo lado da GW. Ela estava indo mal das pernas, os próprios adoradores dos jogos dela estavam deixando de lado seus produtos em prol de cópias chinesas ou proxies de outras marcas, novos jogadores até surgiam, mas com o cenário já formado e a quantidade XICANTE de opções acabavam por não prosseguir no hobby ou por seguir os caminhos dos mais experientes e ir para as proxies, ela tinha que tomar uma atitude, certo? E a escolha dela foi no mínimo ousada, vamos matar um game com seus bons 30 anos e começar uma nova era para o mundo de Warhammer, avançando a história (pelo menos até onde eu sei foi o que rolou com a história, me corrijam se eu estiver falando abobrinha) e transformando o jogo que era de exércitos gigantes em um mais skirmish com possibilidade de escalar ele para seu formato antigo se assim os jogadores quiserem, me parece ousado, mas a mais lógica das atitudes...
Olha esse Starter Set e tente não ter vontade de ter essas miniaturas!
Quanto ao jogo em si, eu fiz o que muitos não fizeram e fui atrás das regras antes de dar minha opinião, eu acreditava que de fato 4 páginas seria um pouco de menos para fazer um game no nível do Warhammer funcionar, mas não é, está tudo lá, as regras lembram um pouco do que eu li na 7ª de 40k e você consegue "entender" o game com uma rápida lida por elas. Existem sim coisas estranhas, como a regra de criação de exércitos (não existem mais pontos, você simplesmente resolve usar as paradas e cabe a você e ao oponente se entenderem no equilíbrio dos exércitos), mas tirando isso eu realmente achei bem interessante, fora que as antigas listas de exercito se tornaram os Warscrolls, deixando um tanto mais amigável. Outra coisa que muitos reclamaram e que eu achei bem interessante foi da pegada Party Game de alguns Warscrolls, eles exigem que você tenha uma atitude X para ganhar os bônus (fale com uma voz mais heroica, mantenha a pose de malvado e assim vai...) eu confesso que nos Warscrolls que eu li não tinha nada disso, mas a ideia é divertida no mínimo, eu sinceramente adoro dar uma "interpretada" nas unidades do meu exército, então isso pra mim é o de menos.
Resumindo, na minha humilde opinião fecal, Age of Sigmar foi um passo na direção certa para a Games Workshop. Se eu estou certo ou não só as vendas é que vão dizer e claro que ainda temos que ver se ela vai melhorar o suporte ao consumidor e facilitar as vendas pro Brasil, mas focando no jogo em si, se o alvo deles foi realmente os novos jogadores, eles acertaram em cheio por que eu que sinceramente estava mais do que feliz com o meu WarmaHordes e nem pensava em Warhammer nesse exato momento estou morrendo de vontade de comprar esse Starter Set ai de cima. Seja bem vindo Age of Sigmar, que você traga uma nova era (Hã, hã, hã... Age, Era... Sacou?rs) para a Games Workshop e para o Warhammer como todo (40k to olhando pra você... Que venha o 50k...rs)!
Esse texto foi originalmente publicado em 06/04/2020 no Quest da Vez. Quando eu vi Casa Organizada na lista de lançamentos eu imaginei que seria um Vida Organizada , só que focado na casa, e bom, é bem isso! Se tem uma coisa da qual os livros da Thais sofrem um pouco é que ela produz tanto conteúdo no blog do Vida Organizada que normalmente todas as resenhas culpam os livros de ter muito conteúdo que já está no blog e elas não estão erradas, ainda assim o livro é uma ótima forma de consumir esse conteúdo e tem muita gente que ainda não conhece o blog e vai acabar conhecendo por ter comprado o livro, então ta ótimo, essa parte pra mim não é problema algum, o que foi um problema pra mim nesse livro foi a repetição, mas também é "entendível" já que eu consumo diariamente o conteúdo do blog e talvez por isso achei tudo meio repetitivo... Casa Organizada vem trazer exatamente o que você espera, uma série de conceitos, checklists, exercícios e tarefas para te ajudar a colocar sua ...
Esse texto foi originalmente publicado em 24/07/2018 no Quest da Vez. Posso dizer que eu tive a chance de conhecer algumas pessoas muito talentosas na minha vida e uma dessas pessoas sem duvidas é o autor Everaldo Rodrigues. Conheci o Everaldo quando seus livros ainda eram só ideias e tive o prazer de ir acompanhando a evolução das ideias para contos e finalmente ver esses contos serem publicados e apreciados por muitos e no ultimo dia 29 de Junho ele lançou um livro que pra mim, até agora, é sua obra prima: O Capeta-Caolho contra a Besta-Fera! Nas palavras do próprio autor: " Sertão. Anos 30. É o auge do cangaço… Um lobisomem ataca, todo mês, a cidadela de Terezinha de Moxotó, no interior de Pernambuco. Sem ter a quem recorrer, o prefeito e Coronel Jesuíno de Cândida contrata o bando do cangaceiro Jeremias Fortunato Silveira, conhecido como Capeta-Caolho, figura aterrorizante, tão maléfica quanto o monstro que os ataca, na esperança de que o bandido terrível dê cabo da besta-fera...
Rabiscos... Apenas rabiscos... Mas rabiscos as vezes não são apenas rabiscos, as vezes eles contam uma história e eu sempre quis que os meus contassem uma história, o nome dessa história é Urban Sketching . Acho que tem muita gente que vai falar: "Queeee?" Pois é, Urban Sketching , basicamente a ideia é pegar seu sketchbook , uma banquinho, sentar em algum lugar da cidade e mandar ver no desenho, ai o que você vai desenhar depende de você, mas a ideia é que você pegue aquela cena que você está vendo ali e represente no papel, normalmente tem que ser rápido pra cena não mudar muito, né? Então a ideia é fazer rabiscos que gravem a cena no papel, trazer a história pra dentro dos rabiscos e os rabiscos pra dentro das histórias e com isso ter ali no papel um pouco do seu dia, um pouco da seu vida e principalmente um pouco desse mobiliário urbano que é tão maneiro. Eu fiquei maluco quando eu descobri isso, eu sou apaixonado por arquitetura, não por fazer mas pelas obras prontas, sa...
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