Esse texto foi originalmente publicado em 15/10/2015 no Meu Turno.
Um RPG com esse nome não tinha como dar certo... ou será que tinha?
Fiasco é uma pequena obra de arte disfarçada de RPG que nos foi dado de presente por Jason Morningstar em 2009 e ganhou sua versão em português pela editora RetroPunk em 2011, ele provavelmente passaria desapercebido por esse que vos fala se não fosse esse cara aqui:
Wil Wheaton e sua mania de apresentar jogos incríveis pra gente...
Pois é, se não fosse Wil Wheton e seu TableTop eu provavelmente não conheceria o jogo, mas eu estava em uma época de seca no RPG e quando eu descobri que iria rolar um programa especial do Wil sobre o tema eu corri assistir e tudo me intrigou naquele jogo. Não havia um mestre, os jogadores eram livres para criar as cenas e a ideia central era criar uma história incrível que todos sabiam que acabaria em um grande Fiasco (com o perdão do trocadilho óbvio), mas o que realmente me chamou a atenção em tudo isso, além da história massa que foi criada, foi a facilidade em entender e fazer acontecer aquele jogo, e foi ai que o jogo entrou no meu radar, e eu faço questão de deixar ai em baixo esse episódio de TableTop, tire um tempo pra assistir, pode ser até antes de terminar de ler esse post, vai valer a pena:
"Ta bom Drugue, a gente já entendeu que você ta maluco pelo jogo, mas como é que joga issae?" Então, essa é a parte bacana de Fiasco, ele é muito simples, você precisa basicamente das mesmas coisas que você precisa pra jogar qualquer RPG, amigos, folhas em branco, muita imaginação e alguns dados brancos e pretos... Basicamente cada jogador precisa de 2 dados brancos e 2 dados pretos (ou qualquer outra combinação desde que todo mundo saiba bem diferenciar os dados), tendo isso vocês só precisam escolher um cenário e começar a montar a história... A partir dai tudo, e sim eu disse TUDO é questão de colaboração, para criar os elementos iniciais da história os jogadores rolam todos os dados e formam um grande pool, esses dados são usados para "comprar" elementos das tabelas iniciais que basicamente são Relações (o que une aqueles personagens), Necessidades (qual o motivo do conflito), Locações (aonde efetivamente vai ocorrer o Fiasco) e Objetos (que são realmente objetos (ataque de oportunidade do capitão óbvio!)). Nesse momento é importante que todos os jogadores tenham pelo menos uma ligação com os jogadores que estão imediatamente ao seu lado, é importante também que existam locações que permitam que a história ande, um jogo com zumbis pode por exemplo ter apenas um abrigo onde todo o drama vai ocorrer, um jogo em uma cidadezinha pequena em que o conflito é um assalto sendo planejado pode exigir um pouco mais de locações (talvez o alvo do assalto, o covil dos bandidos e um local neutro para cenas de transição) e é sempre interessante ter necessidades e objetos que levem ao caminho do Fiasco. Tudo pronto, é hora de começar o jogo...
Esse resumo de Fiasco é basicamente tudo que você precisa pra jogar...
Os detalhes desses pontos porém é que precisam ser entendidos com a
leitura do livro básico.
Assim que a preparação termina é hora do Ato Um, esse ato irá durar até que metade dos dados tenha sido distribuída e um jogador recebe um dado no final de sua cena, ou seja, no Ato Um cada jogador vai poder propor ou resolver 2 cenas... "Perai, Drugue, que história é essa de propor ou resolver uma cena?" Calma que eu chego lá... Na sua vez você pode escolher os elementos que vão compor a cena (Ex: Meu personagem e o personagem do fulano vão combinar os detalhes do assalto na oficina) e nesse caso os outros jogadores vão decidir durante a cena se você vai se dar bem ou não nela (e você tem que interpretar esse final) se você fizer isso você vai estar propondo, se você escolher resolver, fica a seu encargo decidir se você vai se dar bem ou não, mas quem propõe a cena é o grupo. Esse final bom ou ruim da cena é representado pela cor do dado que é dada pra você (normalmente o branco é bom e os pretos são os ruins), nesse Ato Um o dado que você recebeu deve ser dado para outro jogador. Ao final da metade dos dados vem o elemento que faz o jogo ainda mais fantástico, A Virada, com os dados que vocês ainda não usaram vocês irão comprar elementos que vão dar um "tcham" a mais no Ato Dois e que vão encaminhar o jogo para o Fiasco. Feito isso se inicia o Ato Dois em que novas cenas são propostas e resolvidas (porém dessa vez os dados ficam com o jogador responsável pela cena (seja propondo ou resolvendo)) e ao final da pilha de dados acontece A Conclusão em que, após rolar todos os seus dados e consultar uma tabela para ver o quão bem ou mal você se deu no jogo, cada jogador faz uma pequena montagem do final de seu personagem e THE END!
Fiasco: Um jogo sobre grandes ambições e pouco auto controle!
Isso é Fiasco, simples, fácil e rápido, uma partida tende a durar em torno de 3 horas da preparação a conclusão. é claro que o que eu fiz aqui foi meramente arranhar a superfície do game, o livro básico te dá toda uma outra visão sobre cada um dos pontos citados aqui além de te fornecer as tabelas e claro já te dar de brinde alguns cenários pra você já sair jogando. Quer mais cenários? A RetroPunk oferece mais alguns em sua loja e o melhor é tudo Free e você vai encontrar um monte deles espalhados na internet e esse é outro ponto super positivo de Fiasco, cenário é o que não falta.
Resumindo, Fiasco é um jogo simples e empolgante de narrativa colaborativa sobre criar histórias que de uma forma ou de outra vão acabar meio que mal (ou MUITO mal). Ele se sobressai na minha humilde opinião fecal, pela ausência de um mestre, com isso você tira o peso de criar uma história marcante das costas de um só jogador e divide a missão pelo grupo e isso é excelente para aqueles grupos que não tem mais tanto tempo para ficar preparando fichas, aventuras e encontros e principalmente vai proporcionar a esse grupo a possibilidade de jogar aventuras em cenário BEM diferentes de forma fácil... Bom, já deu pra perceber que eu realmente estou apaixonado por esse jogo né? Pois é e em breve vai rolar uma sessãozinha dele e ai eu conto ainda mais pra vocês... Por enquanto fica aquela dica marota do Drugue, procurem Fiasco!
Esse texto foi originalmente publicado em 06/04/2020 no Quest da Vez. Quando eu vi Casa Organizada na lista de lançamentos eu imaginei que seria um Vida Organizada , só que focado na casa, e bom, é bem isso! Se tem uma coisa da qual os livros da Thais sofrem um pouco é que ela produz tanto conteúdo no blog do Vida Organizada que normalmente todas as resenhas culpam os livros de ter muito conteúdo que já está no blog e elas não estão erradas, ainda assim o livro é uma ótima forma de consumir esse conteúdo e tem muita gente que ainda não conhece o blog e vai acabar conhecendo por ter comprado o livro, então ta ótimo, essa parte pra mim não é problema algum, o que foi um problema pra mim nesse livro foi a repetição, mas também é "entendível" já que eu consumo diariamente o conteúdo do blog e talvez por isso achei tudo meio repetitivo... Casa Organizada vem trazer exatamente o que você espera, uma série de conceitos, checklists, exercícios e tarefas para te ajudar a colocar sua ...
Esse texto foi originalmente publicado em 24/07/2018 no Quest da Vez. Posso dizer que eu tive a chance de conhecer algumas pessoas muito talentosas na minha vida e uma dessas pessoas sem duvidas é o autor Everaldo Rodrigues. Conheci o Everaldo quando seus livros ainda eram só ideias e tive o prazer de ir acompanhando a evolução das ideias para contos e finalmente ver esses contos serem publicados e apreciados por muitos e no ultimo dia 29 de Junho ele lançou um livro que pra mim, até agora, é sua obra prima: O Capeta-Caolho contra a Besta-Fera! Nas palavras do próprio autor: " Sertão. Anos 30. É o auge do cangaço… Um lobisomem ataca, todo mês, a cidadela de Terezinha de Moxotó, no interior de Pernambuco. Sem ter a quem recorrer, o prefeito e Coronel Jesuíno de Cândida contrata o bando do cangaceiro Jeremias Fortunato Silveira, conhecido como Capeta-Caolho, figura aterrorizante, tão maléfica quanto o monstro que os ataca, na esperança de que o bandido terrível dê cabo da besta-fera...
Rabiscos... Apenas rabiscos... Mas rabiscos as vezes não são apenas rabiscos, as vezes eles contam uma história e eu sempre quis que os meus contassem uma história, o nome dessa história é Urban Sketching . Acho que tem muita gente que vai falar: "Queeee?" Pois é, Urban Sketching , basicamente a ideia é pegar seu sketchbook , uma banquinho, sentar em algum lugar da cidade e mandar ver no desenho, ai o que você vai desenhar depende de você, mas a ideia é que você pegue aquela cena que você está vendo ali e represente no papel, normalmente tem que ser rápido pra cena não mudar muito, né? Então a ideia é fazer rabiscos que gravem a cena no papel, trazer a história pra dentro dos rabiscos e os rabiscos pra dentro das histórias e com isso ter ali no papel um pouco do seu dia, um pouco da seu vida e principalmente um pouco desse mobiliário urbano que é tão maneiro. Eu fiquei maluco quando eu descobri isso, eu sou apaixonado por arquitetura, não por fazer mas pelas obras prontas, sa...
Comentários
Postar um comentário